A (nossa) “Tradição da Liberdade”
...é o título de uma colectânea de artigos de João Carlos Espada. Trata-se de um autor notável, cuja evolução no sentido de um liberalismo conservador é visível semana após semana, e a quem se deve a introdução entre nós dos epígonos desta linha de pensamento.
No entanto, Portugal tem também uma tradição intelectual de liberalismo conservador, facto pouco notado por JCE no seu (justificado e partilhado) encanto com o mundo anglo – saxónico.
Quando Disraeli e Lord Acton despontavam em Inglaterra, em Portugal floresciam um D. Pedro V, o mais profundo pensador liberal do nosso séc. XIX, um Conde de Samodães ou um Herculano, entre outros.
Não por acaso o desconhecido João Oliveira de Carvalho escreveu, em 1833, estas palavras no prefácio ao “Ensaio sobre a verdadeira origem, extensão e fim do Governo Civil” de John Locke:
«A Carta Constitucional foi baseada pelo Senhor D. Pedro IV, legítimo Rei de Portugal, nas instituições que por muito tempo regeram os Portugueses, e que por alguns anos lhes tinham sido usurpadas.
Tudo o que o Senhor D. Pedro IV fez, foi moldá-las às necessidades dos tempos: pondo-as a par da civilização do resto do mundo e restituí-las assim aos Portugueses, que as receberam, aplaudiram e juraram com o maior entusiasmo; e todos os monarcas e governos do mundo as reconheceram como legítimas.»
Embora combatendo sempre contra e “entre a servidão e o abuso”, também por cá existe uma milenar tradição da liberdade: “Nos libri sumus, rex noster liber est et manus nostras nos liberaverunt...”
No entanto, Portugal tem também uma tradição intelectual de liberalismo conservador, facto pouco notado por JCE no seu (justificado e partilhado) encanto com o mundo anglo – saxónico.
Quando Disraeli e Lord Acton despontavam em Inglaterra, em Portugal floresciam um D. Pedro V, o mais profundo pensador liberal do nosso séc. XIX, um Conde de Samodães ou um Herculano, entre outros.
Não por acaso o desconhecido João Oliveira de Carvalho escreveu, em 1833, estas palavras no prefácio ao “Ensaio sobre a verdadeira origem, extensão e fim do Governo Civil” de John Locke:
«A Carta Constitucional foi baseada pelo Senhor D. Pedro IV, legítimo Rei de Portugal, nas instituições que por muito tempo regeram os Portugueses, e que por alguns anos lhes tinham sido usurpadas.
Tudo o que o Senhor D. Pedro IV fez, foi moldá-las às necessidades dos tempos: pondo-as a par da civilização do resto do mundo e restituí-las assim aos Portugueses, que as receberam, aplaudiram e juraram com o maior entusiasmo; e todos os monarcas e governos do mundo as reconheceram como legítimas.»
Embora combatendo sempre contra e “entre a servidão e o abuso”, também por cá existe uma milenar tradição da liberdade: “Nos libri sumus, rex noster liber est et manus nostras nos liberaverunt...”

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home