A morbidez centrista
Os candidatos à liderança do PSD querem “recentrar o partido à esquerda”(!!!). Pacheco Pereira, supremo exegeta do cavaquismo, sugere, por oblíquos caminhos, o mesmo.
Porquê esta obsessão do PSD com o centro (- esquerda)? Porque não seguem os sociais - democratas o exemplo do PP espanhol, dos Tories, da CDU/CSU, da Forza Italia, assumindo o seu espaço natural de centro - direita e, no mesmo passo, reconciliando-se com o seu eleitorado tradicional?
É certo que o PSD é um partido de poder, pragmático, que não pode viver espartilhado por rígidas balizas intelectuais, mas não é menos verdade que as primeiras grandes vitórias que arrecadou com Cavaco Silva que, mais do que Sá Carneiro é hoje - para o bem e para o mal - o deus tutelar do PSD, se ficaram a dever a um discurso que não devia nada às “vacas sagradas” da Esquerda nativa, revestindo-se inclusivamente de certas tonalidades nacionalistas e, pasme-se, bastante eurocépticas.
Uns querem agora ver em Cavaco o “liberal keynesiano”, mas há cerca de 20 anos a metáfora recorrente era o “Thatcher português”... Convenhamos que esta última imagem é bem mais agradável e necessária a Portugal: é que o país não pode ser governado por um bloco central em modalidade de casa de alterne.
JTA
Porquê esta obsessão do PSD com o centro (- esquerda)? Porque não seguem os sociais - democratas o exemplo do PP espanhol, dos Tories, da CDU/CSU, da Forza Italia, assumindo o seu espaço natural de centro - direita e, no mesmo passo, reconciliando-se com o seu eleitorado tradicional?
É certo que o PSD é um partido de poder, pragmático, que não pode viver espartilhado por rígidas balizas intelectuais, mas não é menos verdade que as primeiras grandes vitórias que arrecadou com Cavaco Silva que, mais do que Sá Carneiro é hoje - para o bem e para o mal - o deus tutelar do PSD, se ficaram a dever a um discurso que não devia nada às “vacas sagradas” da Esquerda nativa, revestindo-se inclusivamente de certas tonalidades nacionalistas e, pasme-se, bastante eurocépticas.
Uns querem agora ver em Cavaco o “liberal keynesiano”, mas há cerca de 20 anos a metáfora recorrente era o “Thatcher português”... Convenhamos que esta última imagem é bem mais agradável e necessária a Portugal: é que o país não pode ser governado por um bloco central em modalidade de casa de alterne.
JTA

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